terça-feira, 6 de abril de 2010

Dilema *

Fica sabendo que não tenho medo. Que não tenho pudor, nem moral e que não é a religião que me salva. Que se lixem as outras. A outra.

Por vezes sou imatura e irresponsavél, não vou á missa, mostro as pernas (abro-te as pernas) e faço beicinho para que sejas meu. Para de ti dispôr como quiser, vens ou ficas? Vais ous vens-te? Mortifica-te, estás á vontade, porque o que é teu está irremediavelmente em mim e se calhar vice-versa, nem mil duches te salvam.

Fica sabendo que não hesito, que espezinho e que comando. És-me tão difícil quanto inesperado, és a incoerência, a incongruência, a vida vista de baixo para cima, és o dueto entre a raiva e a meiguice, entre o medo que tens do medo.

Ás vezes de noite quando finjo que sossego, amo-te. Também te amo em certos momentos do dia e chega a haver alturas em que te adoro, isso nos intervalos que te esqueço. Quero apoderar-me de ti e falar com aquele sotaque que enfiarás sem querer na minha boca, empurando-o com a tua língua!

Terás um dilemoa moral por resolver, que coisa despir-lhe primeiro? E eu? Eu o diabo no corpo!